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Juiz dá 15 dias para condenada por candidatura laranja devolver R$ 316 mil

Sentença já transitou em julgado e está na fase de cumprimento

17/02/2021 10h51
Por: Redação
Fonte: Mídiamax
Gilsienny Arce Munhoz e Wilton Acosta, presidente do PRB. (Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/Facebook)
Gilsienny Arce Munhoz e Wilton Acosta, presidente do PRB. (Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/Facebook)

Após ser condenada em ação que investigava sua candidatura como ‘laranja’ apenas para cumprir a cota feminina do , a funcionária pública Gilsienny Arce Munhoz recebeu prazo de 15 dias para devolver R$ 316,8 mil aos cofres da União. A servidora disputou uma vaga na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) em 2018 e foi condenada na prestação de contas, após receber R$ 761.589,50 e obter apenas 491 votos.

Despacho do juiz eleitoral relator do caso, Diogo Ricardo Goes, determinou a alteração da classe processual da ex-candidata, de prestação de contas para cumprimento de sentença. Em publicação no Diário Oficial da  de quinta-feira (18), já disponível para consulta, Gilsienny passa a constar como executada da União. Sua sentença condenatória já transitou em julgado.

Entretanto, da execução ainda cabe recurso. De acordo com a publicação, o valor de R$ 316,8 mil já chega nos R$ 328,6 mil incluindo as atualizações. Caso ela não faça o pagamento dentro de 15 dias, o igual período subsequente será para que recorra da execução.

Gastos de campanha

Os recursos recebidos por Gilsy foram repassados pela direção nacional do , ao todo R$760.000,00, quase todo do fundo especial de financiamento de campanha. Ela teve como total de despesas R$759.996,60, sendo que R$361.638,88 com cabos eleitorais e pessoal; e mais R$213.170,00 com prestação de serviços, como locação de veículos, publicidade, e assessoria de marketing.

Gilsienny é servidora do governo estadual lotada na Secretaria de , Assistência Social e Trabalho. De janeiro de 2017 a setembro de 2018, ela esteve cedida à  (Fundação do Trabalha), onde teve como chefe Wilton Melo Acosta, presidente regional do  e candidato a deputado federal no ano passado.

Acosta deixou o posto de diretor-presidente da  em abril, e viu parentes e aliados serem desligados da Fundação após seu partido apoiar a candidatura de Odilon de Oliveira () ao Governo do Estado.

Alguns destes aliados foram contratados na campanha de Gilsienny. Lucas Rael Alves Acosta, filho de Wilton, recebeu R$ 4,9 mil para trabalhar como cabo eleitoral; e Edson Bobadilha, ex-coordenador da , fez a coordenação política da campanha por R$53.973,30.

Gilsienny Arce Munhoz tem como único bem declarado à  um Renault Sandero 2013/14 avaliado em R$ 28 mil.

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