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Reinaldo amplia time de defesa com advogado do Paraná ‘especialista’ em governadores

Reinaldo amplia time de defesa com advogado do Paraná ‘especialista’ em governadores

08/02/2021 08h03
Por: Redação
Fonte: Mídiamax
Reinaldo Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul (Foto: Leonardo de França/Midiamax)
Reinaldo Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul (Foto: Leonardo de França/Midiamax)

O time de defesa do governador  (PSDB) no âmbito da Ação Penal 980, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), ganhou mais um integrante – o advogado Renato Cardoso de Almeida Andrade. Com ele, o grupo que tenta livrar o tucano do processo por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa agora soma 15 profissionais.

Andrade se juntou ao time de Reinaldo na última quarta-feira (3). A reportagem do Midiamax apurou que a entrada do novo advogado se deu a pedido de Gustavo Passarelli, que representa o governador neste e em outros processos.

Renato Andrade tem escritório no bairro do Ahú, em Curitiba (PR), em sociedade com Romeu Felipe Bacellar Filho. A firma se diz especializada na defesa de agentes públicos, entre outras frentes.

Azambuja não é o primeiro governador na lista de clientes de Renato Andrade. Nos anos 1990, ele defendeu o então governador do Paraná, Roberto Requião, hoje senador pelo estado. Atualmente, figura como advogado no bojo de uma ação penal na Justiça Federal que implica o também ex-governador paranaense Beto Richa em lavagem de dinheiro.

O novo membro do time de Reinaldo também já foi juiz do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral) e conselheiro federal da OAB (Ordem dos s do Brasil). Atualmente, preside o Tribunal de Ética e Disciplina da seccional paranaense.

MPF aponta Reinaldo como chefe de organização criminosa

 

Andrade se junta aos demais 14 advogados na tarefa de livrar o governador de Mato Grosso do Sul da denúncia do MPF (Ministério Público Federal), que aponta Reinaldo como chefe de uma organização criminosa instalada no Executivo estadual. O tucano teria recebido R$ 67,7 milhões em propina do grupo , entre 2014 e 2016, em troca de subsídios fiscais que desfalcaram os cofres do Estado em R$ 209,7 milhões.

As investigações da  no âmbito da  – iniciadas após acordo de delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista – indicam que a propina era dissimulada via doações de campanha e emissão de notas fiscais “frias” de venda de gado e carne à . Os “bois de papel” eram providenciados por pecuaristas aliados ao governador. Além de Reinaldo e de seu filho, Rodrigo Souza e Silva, outras 22 pessoas foram denunciadas ao STJ.

A reportagem procurou Renato Andrade em seu escritório e também por e-mail, mas não houve retorno até a publicação deste texto.

Corte Especial do STJ pode afastar Reinaldo do cargo

Relator da Ação Penal 980, o ministro Félix Fischer já pediu pauta para levar o processo à Corte Especial do STJ. O grupo de 15 ministros é responsável por decidir sobre um eventual afastamento de um governador do cargo.

 

Por enquanto, corre prazo para a manifestação das defesas no processo. Ainda no ano passado, o MPF se manifestou contrário ao desmembramento da ação, ou seja, opinou que todos os 24 denunciados deveriam ser julgados pelo STJ.

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