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CAPITAL

Investigada por golpes em leilões virtuais de veículos em MS some sem deixar rastro

Justiça não conseguiu localizar a suposta empresária

19/11/2020 13h24
Por: Redação
Fonte: MIDIAMAX
Imagem mostra veículo arrematado por vítima de Campo Grande, mas que nunca foi entregue. Foto: Reprodução
Imagem mostra veículo arrematado por vítima de Campo Grande, mas que nunca foi entregue. Foto: Reprodução

O juízo da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande não conseguiu localizar a empresária supostamente responsável pelo site de leilões virtuais Leilosul Veículos, investigada por suspeita de golpe. Conforme denúncia do MPE-MS (Ministério Público Estadual de ), consumidores arremataram automóveis que jamais foram entregues. No ano passado, o site foi tirado do ar pela Justiça.

Consta nos autos do processo que a empresária estaria em Juazeiro do Norte (CE), para onde foi encaminhada carta precatória no mês passado. No entanto, ela não foi encontrada nos endereços mencionados, mas mesmo assim, foi citada por meio de edital e, caso não conteste a ação, será julgada à revelia. Uma das vítimas é uma campo-grandense que em 2018, por meio da Leilosul Veículos, adquiriu um  Sandero por R$ 12.665,00, dentre os quais R$ 11.300,00 pelo veículo, R$ 565,00 de comissão do leiloeiro e R$ 800,00 de frete.

Informações da página apontavam que o carro estava em Bataguassu e deveria chegar no dia 1 de fevereiro daquele ano, porém, jamais foi entregue. Por este motivo, a vítima tentou contato em todos os canais de atendimento disponibilizados no site, mas não obteve sucesso e acionou a Justiça. O promotor Luiz Eduardo Lemos de Almeida, da 43ª Promotoria da Capital, moveu ação e destacou haver outras vítimas do golpe.

Segundo ele, no site Reclame Aqui, meio pelo qual consumidores denunciam práticas abusivas, havia vários relatos semelhantes ao da campo-grandense.

 

“Os fatos acima relatados apontam, sem nesga de dúvida, para a utilização do sítio eletrônico www.leilosulveiculos.com.br como instrumento de indução de consumidores a transferirem vultosas quantias para contas bancárias a pretexto de arrematação de veículos que, ao que consta, sequer são de posse e propriedade da requerida [pessoa investigada]”, afirma o promotor na ação, oportunidade em que pediu a retirada do site do ar.

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