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Operação prende em SP diretores de instituto que tem contrato R$ 47,9 milhões com Governo de MS

A organização social foi contratada pela gestão em 2016 em MS

23/07/2020 10h05
Por: Redação
Fonte: MIDIAMAX
Prédio da central de vagas em MS (Arquivo)
Prédio da central de vagas em MS (Arquivo)

Nesta quinta-feira (23) o MP (Ministério Público) cumpre mandados em um desdobramento da Operação Placebo, que teve como alvo o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC). O Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), que tem contratos com o  é um dos alvos da operação.

São cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em residências e empresas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A organização social administra alguns dos hospitais de campanha criados para atender pacientes com covid-19 -doença causada pelo novo coronavírus. As investigações apuraram esquema de superfaturamento de contratos, segundo informações passadas pelo site Poder 360.

O Iabas tem contratos com os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e também com o governo de Mato Grosso do Sul. Em 2016, foi anunciado pelo Governo do Estado o Iabas, como organização social que iria administrar o Complexo Regulador de MS. O Instituto naquele ano geriu o complexo por R$ 14,2 milhões. Neste ano de 2020, o instituto já teria recebido até o momento R$ 5 milhões 924 mil, e no ano passado o valor destinado ao Iabas foi de R$ 18 milhões 105 mil, segundo o Portal da Transparência.

O instituto foi contratado no Estado por meio de chamamento público no segundo ano da gestão de  (). O Iabas foi contratado por R$ 1,184 milhão por mês para administrar a Central de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde, que faz a regulação de marcação de exames, consultas, internações hospitalares e atendimentos de urgência.

No Rio de Janeiro, o MP investiga contratos firmados de 2009 a 2019 entre o Iabas e o município do Rio de Janeiro, no total de R$ 4,3 milhões. O período abrange as gestões de Eduardo Paes () e Marcelo Crivella (Republicanos). Entre os investigados está o ex-controlador do Iabas, Eduardo Cruz. A mulher dele também é alvo da operação.

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