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COMÉRCIO

Comerciantes de Rio Brilhante temem prejuízos em semana decisiva

30/06/2020 15h49
Por: Redação
Fonte: Rio Brilhante Informa

 semana que encerra o mês e dá início à um novo é a mais importante para qualquer comércio. Em Rio Brilhante não é diferente, principalmente a partir de hoje(30), onde pagamentos de prefeitura e usina começam a acontecer. 

Sabemos que existem muitos casos de Covid-19 na cidade, e a mesma está em terceiro lugar no Estado com o maior número de casos confirmados da doença. Sendo assim o prefeito Municipal Donato Lopes da Silva (PSDB), através do Decreto Municipal Nº 28,615, de 24 de junho de 2020, determinou que ficará suspenso o atendimento presencial ao público no comércio e prestação de serviços em geral, por um período de 14 dias, a partir do dia 26 de junho de 2020. 

O que gerou uma preocupação principalmente dos comerciantes quanto ao decreto. Cientes dos casos e a intenção do decreto, vários comerciantes se colocaram contra a determinação, já que estão tomando os devidos cuidados para controlar a transmissão do Corona Vírus e sequer podem trabalhar com vendas online.

O que se questiona agora é o quanto o comerciante irá aguentar sem abrir as portas e conseguir o ‘pão de cada dia’ nesta semana crucial onde o dinheiro está na praça, mas não está sendo gasto em outros lugares, além de Supermercados e deliverys

Para a Empresária Fernanda Cardoso, 35 anos, que trabalha com confecção e está com sua loja fechada a situação é muito mais preocupante. “Além das vendas e recebimentos o balanço sobre nosso comércio não será calculado esse mês, mas sim nos próximos meses, eu já estou sentindo pois tenho muitos clientes que realizam compras à vista e no cartão, mas tem muitas empresas onde o crediário predomina, então irão sentir bastante daqui há alguns dias. Hoje eu sei o que eu tenho para pagar, mas não sei o que tenho para ganhar ou receber, por que é muito difícil um cliente realizar um pagamento via deposito bancário, ou via link de internet, então além de tudo isso o que as empresas passarem agora não vai ser refletido hoje, porém, lá na frente. A questão é que o fechamento do comércio foi no final do mês, assim só saberemos o quão prejudicado seremos daqui há alguns dias. Outra questão que eu vejo com essa decisão é muito provável que possa surgir também demissões devido essa situação”, comentou a empresária.  

Um dos ramos que mais sofreu desde o começo da pandemia foi o de confecções e estética. Ainda segundo a Empresária com a pandemia ela estava apenas sobrevivendo, já que o movimento estava bem abaixo do esperado, agora com o fechamento a situação ficou ainda mais complicada. “Cada situação é uma, cada caso é um caso, para mim com tudo o que está acontecendo as prioridades mudam e isso faz com que alguns setores do comércio cresçam, outros não. Como é o meu caso, por exemplo, que é o ramo de confecções. Com a pandemia estávamos conseguindo apenas sobreviver, já tinha caído cerca de 60% agora com o fechamento por 14 dias a situação será ainda pior”.  

Outra questão que Fernanda cita é sobre a falta de consciência sobre nossa realidade, onde o comércio que há tempos estava tomando os devidos cuidados foi o único a pagar o preço, já que as aglomerações e encontros ainda acontecem dentro de casa. “Todos nós sabemos que o problema não estava dentro do comércio, fora isso temos consciência que o comércio, a indústria e os empregos que ajudam a manter a saúde pública, por tanto este dinheiro que não está girando agora pode refletir na saúde pública futuramente. É muita falta de consciência não juntar as duas situações e perceber que dentro da nossa cidade a realidade é que o problema não está no comércio, mas sim nas aglomerações dentro de casa”, afirmou. 

 A Estilo News em contato com a Acirb, Associação Comercial de Rio Brilhante, informaram que estão tentando entrar em contato com a Prefeitura para estabelecerem um diálogo e construir alternativas para este problema sobre o fechamento do comércio, porém sem resultados.

O Vice-Presidente da Acirb, Rodrigo Jeferson Trambuch, 38 anos, disse que as empresas já estão perdendo receitas devido à queda junto a pandemia. “Muitas empresas infelizmente já estão fazendo demissões, outras já estão fechando. Nós sabemos e reconhecemos que a responsabilidade sanitária do município é da prefeitura e cabe ao prefeito tomar decisões que garantam o bem estar de toda população sejam elas quais forem mesmo que sejam amargas, porém mesmo que essas decisões sejam tomadas é importantíssimo o diálogo e é neste sentido que a Associação Comercial reforça o posicionamento de participar ativamente do Comitê de Enfrentamento à Crise, uma vez que temos acesso a toda classe empresarial e podemos dialogar com os comerciantes para que consigamos apresentar e construir soluções possíveis para enfrentar esse problema em conjunto”. 

Apesar de alguns comércios essenciais ainda estarem abertos, como supermercados, panificadoras, farmácias, a pandemia afetou muito no movimento e agora com o comercio ‘não essencial’ fechado eles sentem ainda mais, como conta Iliê Vidal, proprietário de uma panificadora no centro.

“No período da pandemia depois que o comércio fechou pela primeira vez em março, já tinha caído o movimento cerca de 40%, agora desde o segundo fechamento em apenas 3 dias sentimos que caiu mais uns 30% em cima do que já tinha sobrado, ou seja, já estava baixo o movimento agora com o restante do comércio fechado estamos trabalhando bem abaixo do esperado”, contou. 

Se a prefeitura conseguir atingir a porcentagem desejada através do lockdown pode ser que o comércio retorne antes suas atividades, mas se o decreto for até o final os comerciantes só reabrirão suas portas no dia 10 de julho.

 

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