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INVESTIGAÇÃO

CPI da Energisa é retomada na Assembleia Legislativa

O objetivo é apurar irregularidades no sistema de medição de energia elétrica e na realização de leitura de consumo

04/05/2022 08h37
Por: Michael Franco
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Após dois anos de paralisação em decorrência das restrições causadas pela pandemia de covid-19, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa retomou os trabalhos na última segunda-feira (2). Os membros se reuniram para definir os próximos passos do trabalho. O objetivo é apurar irregularidades no sistema de medição de energia elétrica e na realização de leitura de consumo de energia. 

Um dos planos da CPI, antes da paralisação, era coletar 200 relógios sorteados entre três mil reclamações no Procon-MS e levá-los para aferição. Quando foi interrompida, a comissão coletado 93 aparelhos. O relator da ação, Capitão Contar (PRTB) comenta que deseja dar andamento nesse processo parado o quanto antes.

"Estamos retomando o importante trabalho desta CPI. Tão logo teremos todos os relógios. Acredito que em um dia faremos essa retirada. Depois, esses aparelhos serão analisados pela Escola Politécnica da USP e, no praxo previsto, teremos os resultados da comissão".

Foto:  Reprodução - Assembleia Legislativa

Os trabalho da CPI da Energisa se estende desde 2019, enfrentando obstáculos impostos pela própria concessionária. A empresa chegou a impetrar um mandado de segurança, na tentativa de barrar a perícia nos 200 relógios medidores de energia, alegando que a equipe da universidade não era reconhecida pelo Inmetro.

No entanto, uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permite a aferição em qualquer rede de laboratórios desde que a equipe técnica esteja devidamente habilitada e capacitada, com os equiamentos calibrados.

"Foram muitos os contratempos e obstáculos que enfrentamos, mas estou confiante que nada mais vai nos impedir de ir a fundo nessa investigação", declarou Capitão Contar.

CPI da Energisa

Capitão Contar propôs a instalação da CPI em 2019, quando coletou as assinaturas necessárias para abertura da investigação. No entanto, outros deputados mudaram de ideia e retiraram as assinaturas, impedindo a abertura. 

Quando finalmente foi instalada, Contar foi nomeado relator. A Comissão é composta ainda pelos deputados Felipe Orro (PSD) como presidente, e Barbosinha (PP), vice.

A investigação nasceu em decorrência das milhares de reclamações dos sul-mato-grossenses. A empresa Energisa-MS é campeã de reclamações no Procon-MS. Dos assuntos indagados pelos consumidores estão: cobrança indevida ou abusiva, dúvidas sobre cobrança, sobre valores, sobre reajustes, além de resolução de demandas pelo SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor).

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