SOS INFORMATICA
AGRESSÃO

Homem é espancado após dizer que trabalharia no feriado por não ser funcionário público

Ele conversava com amigo em uma conveniência quando o indivíduo da mesa ao lado se ofendeu com comentário

25/04/2022 08h37Atualizado há 3 semanas
Por: Michael Franco
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

José de Souza, conhecido como "Zé da Vaca", 57 anos, foi espancado por um desconhecido em uma conveniência de Vicentina, após fazer um comentário sobre o funcionalismo público não trabalhar em feriados. Ele ficou gravemente ferido e foi socorrido. A vítima segue internada em hospital de Fátima do Sul.

De acordo com o Campo Grande News, a filha de Zé da Vaca, Thaelize Evangelista, contou que o caso ocorreu na véspera do último feriado. A psicóloga e servidora pública explicou que o pai gosta de futebol e costuma assistir aos jogos do Santos na conveniência. "Então meu pai falou: 'meu time vai ganhar, aposto 200 reais, é o que eu tenho hoje, que amanhã tenho que trabalhar de novo, porque não sou funcionário público'".

Ao ouvir o comentário, um homem que estava em outra mesa se levantou. "Deu um soco no meu pai, no lobo frontal. Meu pai caiu no chão e ele começou a espancar. O homem só parou porque as pessoas que estavam lá o tiraram de cima do meu pai". Em seguida, o suspeito subiu em uma moto e fugiu.

A vítima foi até a delegacia, registrou boletim de ocorrência e depois foi até o hospital passar por exame de corpo de delito. Em seguida, foi liberado. Zé da Vaca ainda voltou à conveniência , conversou com amigos sobre o ocorrido e voltou para casa.

A filha do agricultor não mora na cidade e foi visitar os pais no feriado. "Quando cheguei em casa, vi que ele estava sangrando pelo nariz, lavou a camisa de sangue. Estava com muita dor e confuso, não conseguia ficar em pé. Então levei correndo para o hospital da cidade vizinha, Fátima do Sul".

Thaelize contou que os ferimentos estavam agravados por conta da demora para passar por atendimento médico. "Deu traumatismo craniano, ele estava muito ferido e teve que ficar internado". A filha está revoltada e pede por Justiça. "Eu sou funcionária pública, minha irmã também é. Por que meu pai iria querer ofender alguém, se nem conhecia o homem que o agrediu e a conversa nem tinha ligação com ele? Meu pai é um homem conhecido na cidade, trabalhador e nem beber ele bebe. A gente se sente incapaz, impotente, eu estou morta por dentro".

1comentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários