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ELEIÇÕES 2022

Em Dourados, Puccinelli mira alianças e diz que disputa governo: "vou com quem quiser me enfrentar"

12/11/2021 08h25
Por: Redação
Fonte: Douradosnews

O ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB), está em Dourados para uma série de visitas a lideranças políticas e apoiadores, já de olho nas eleições de 2022. Pré-candidato ao governo do Estado, ele concedeu entrevista exclusiva ao Dourados News nesta quinta-feira (11) e afirmou estar apto para o pleito e 'não ter medo de adversários'.

Mesmo respondendo ao processo de improbabilidade administrativa, Puccinelli afirma ser o pré-candidato ao governo pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e que não está inelegível, tão pouco tem condenações judiciais.

“Eu sou pré-candidato ao governo do Estado. Eu não tenho nenhuma condenação! Tem gente que se diz candidato a nível nacional e tem condenação em segundo grau, eu não tenho condenação nem em primeiro grau”, disse, sem citar nomes.

Questionado sobre quem gostaria de enfrentar nas próximas eleições, André é direto: “Quem quiser me enfrentar! Eu não escolho adversário, quem quer ser candidato a algum cargo não deve escolher. Só espero que usem a mesma tática que meu time usa, tem que ter ética”, disse.

Improbidade administrativa

Puccinelli responde pelo processo de improbidade administrativa, expedido pelo juiz Lucas Medeiros Gomes, da 1ª Vara Federal de Campo Grande, que determinaria a suspensão de seus direitos políticos por cinco anos.

Entretanto, os advogados do ex-governador afirmam tanto Puccinelli, quando o MPF (Ministério Público Federal), deveriam ter sido ouvidos antes da emissão da sentença e que a decisão ignorou os questionamentos sobre a incompetência da Justiça Federal e os depoimentos anexados aos autos.

Deste modo, o político não está inelegível, uma vez que o prazo para isso só começa a correr quando não couberem mais recursos contra a condenação.

“Minha canelinha não é de vidro e o meu lombo está grosso, não tem como furar (...) Por questão judicial, esquece, de todos os processos, dois já me inocentaram”, afirma o ex-governador que diz confiar na justiça.

 

Alianças Políticas

Em visitas estratégicas à maior e mais populosa cidade do interior do Mato Grosso do Sul, André realiza hoje e amanhã (12) diversas reuniões com lideranças e apoiadores do MDB e também de outros partidos, para possíveis alianças.

Sem citar nomes, ele afirma já ter pessoas do PSL e do DEM e que precisa estudar o potencial eleitoral de outros políticos. “Tenho uma fila de pessoas que pediram para se filiar ao partido, entre essas, políticos com mandato”, relata.

Apesar de não revelar com quem tem conversado em Dourados, ele diz que gostaria de ter três mulheres em seu mandato. “Eu escolho Simone Tebet (MDB), Rose Modesto (PSDB) e Tereza Cristina (DEM). Eu gostaria de ter as três. Será que eu vou conseguir? Te respondo dia 20 de julho, quando começa a convenção partidária”.

Puccinelli também falou sobre o pedido do PSDB ao então deputado estadual Eduardo Rocha (MDB), para se afastar do mandato e assumir um cargo no governo. “Foi uma decisão unilateral dele. Eu fui contra e Simone (Tebet – esposa do deputado) também, mas ela respeitou a decisão. Então espero que realize um bom trabalho”.

Avaliação da gestão atual

Ao relembrar os trabalhos realizando enquanto governador de MS, André também avaliou a atual gestão, que considera razoável.

“Não posso dizer que é uma gestão ruim, mas também não é boa. Razoável, nada mais que isso”, ressalta o ex-governador que anda afirma que teria ações diferentes.

“Eu não acabaria com o projeto MS Canta Brasil, não teria fechado escola de línguas em Campo Grande e diminuído os kits escolares que dispunham de mais coisas na minha época”, finaliza.

O pré-candidato ao governo continua em Dourados até a sexta-feira (12), quando vai se reunir com vereadores e demais lideranças políticas, como o coordenador regional o partido, deputado Renato Câmara.

 

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