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DIREITA MS

Feijoada de extrema direita teve queima de máscara e pesquisa sobre a popularidade de Bolsonaro

Líder do EndireitaMS disse que objetivo do ato não foi de ofender, e sim de protestar

28/10/2021 10h26
Por: Redação
Fonte: Correio do Estado

Na manhã deste sábado (24), o grupo de extrema direita , Endireita MS, promoveu a 1ª Feijoada Solidária do movimento conservador do estado. 

O evento foi realizado em Campo Grande, contando com a presença de mais de 300 pessoas que, em sua maioria, não usavam nenhum tipo de proteção facial, inclusive um dos presentes fez um vídeo tentando colocar fogo em uma máscara como forma de protesto. 

A confraternização teve como intuito arrecadar fundos para o movimento EnDireira MS, que se intitula como maior grupo de conservadores do estado e é liderado por Rafael Scaqueti Tavares. 

De acordo com ele, a associação visa organizar os conservadores para disputar as eleições de 2022. 

Sendo o mestre de cerimônias do evento, Rafael ironizou as pesquisas de intenção de votos do Datafolha, que mostram o ex-presidente Lula (PT) à frente de Jair Bolsonaro (sem partido) no pleito de 2022. 

"De acordo com as pesquisas eleitorais, o Bolsonaro perde do Lula. Agora vou fazer uma enquete aqui pra ver como é que tá a popularidade do presidente. Quem aqui é que vota no Bolsonaro?", pergunta Rafael.

Em resposta, a plateia levanta a mão e grita “Eu!”

Em outro momento registrado em vídeo, João Victor Medeiros, gravou um storie para o Instagram queimando uma máscara cirúrgica, contudo, o objeto estava molhado, frustrando a tentativa. 

No vídeo ele acende um isqueiro em direção à máscara que está segurando, contudo, o objeto apenas forma fagulha, o que frustra João Victor que encerra o registro falando que a máscara está molhada, mas está com uma queimação muito bonita.

 

De acordo com Tavares, a queima de máscara foi em protesto ao uso obrigatório do objeto e não teve o objetivo de ser uma ofensa. 

"Vários países já estão retirando a obrigatoriedade do uso e no Brasil precisamos voltar a nossa vida ao normal. Temos muitos apoiadores e eles são livres para se manifestar, se alguém queimou a máscara foi com o intuito de criticar o uso obrigatório e não ofender ninguém,” analisa. 

 

 

Pelos registros nas redes sociais percebe-se a aglomeração de pessoas e a falta de medidas de proteção para evitar o contágio pela Covid-19. O grupo também é conhecido pelo seu discurso negacionista a respeito da pandemia. 

Discurso de ódio contra negros, LGBT+, japoneses e indígnas

Em 2019, Rafael Brandão Scaqueti Tavares, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE), de Mato Grosso do Sul , por ter praticado crime de racismo na internet, caso que ganhou notoriedade nacional. 

O promotor do caso alega que, em postagem no Facebook o acusado “teria feito um comentário com cunho discriminatório contra gays, negros japoneses e índios.”

Durante a investigação, o acusado alegou tratar-se de uma ironia, mas o promotor diz não ver tal figura de linguagem no dito comentário preconceituoso, mantendo a acusação. 

“No texto publicado pelo denunciado não há nenhum indício de ironia, qual seja uma risada ou emoticon ou qualquer elemento que pudesse identificar tal intenção. Pelo contrário, o texto segue bem elaborado e na medida em que é lido percebe-se seriedade nos fatos redigidos, com frases um tanto quanto carregadas de convicção”, afirma a Promotoria. 

 

À época Tavares foi enquadrado no artigo 20 da Lei 7716/89 (Lei dos Crimes Resultantes do Preconceito de Raça e Cor. 

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